Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 28/10/2019
A constituição promulgada em 1988 tem como finalidade garantir a segurança e os direitos humanos. Porém, no cenário atual, é nítido o aumento e a miserabilidade das pessoas em situação de rua. Sendo assim, faz-se necessária a discussão, a fim de garantir a condição humana.
A priori, Jean Paul Sartre diz que o homem é condenado a ser livre. No entanto, a situação em que se encontram os moradores de rua vai de encontro com essa teoria, por suposto que a sociedade capitalista acaba excluindo os mais pobres e condenando-os à uma ‘‘prisão’’ de miséria. Como exemplo disso, com a revolução industrial no século XVIII, o consumo aumentou e quem não tinha o poder de compra acabava indo para as regiões mais salubres da cidade ou para a rua.
Outrossim, segundo Bauman, no mundo globalizado as relações sociais tem se tornado efêmeras. Dentro desse contexto, é notória a invisibilidade social enfrentada por moradores de rua nas cidades brasileiras, por não serem parte da população economicamente ativa (PEA), são esquecidos nas ruas aumentando o grau de miserabilidade. Sendo assim, esquecidos à margem da sociedade, as pessoas em situação de rua também são expostas à doenças e a fome, fragilizando ainda mais a saúde.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a miséria do morador de rua e garantam a condição humana. Com isso, cabe ao governo aumentar à oferta de emprego para as pessoas em situação de rua e consequentemente, disponibilizar casas com baixos valores de aluguéis. Ademais, cabe a mídia alertar a população por meio de propagandas em televisão e anúncios nas redes sociais, para divulgar a real condição do morador de rua, com o intuito de tornar visível não só essas pessoas, mas também a marginalização a qual são submetidas. Tornando assim, gradativamente, umas sociedade livre, seguindo o conceito de Sartre.