Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 21/10/2019
Com o advento da Revolução Industrial, ocorreu de forma assídua o fenômeno denominado êxodo rural, tendo como reflexo várias pessoas mudando-se para os centros urbanos sem terem locais fixos de moradia, passando a viver nas ruas. Ademais, nota-se que nos dias atuais ainda prevalece o impasse na sociedade brasileira. Entretanto, percebe-se que uma das maiores dificuldades enfrentadas por essas pessoas esta no desinteresse do Estado e o preconceito.
A priori, têm-se um desinteresse do Estado diante destas situações, pessoas que se tornaram marginalizadas na sociedade, que não tem direito como cidadão. Em consequência, podem estarem propensas a passarem por inúmeras dificuldades, como: escola, trabalho, alimentação, moradia e doença. Diante disso, estão vulneráveis a qualquer tipo de mazela: anemias, tuberculoses, leptospirose e, principalmente, as doenças sexualmente transmissíveis.
A posteriori, o preconceito que a sociedade tem perante aos moradores de rua, os tratam como indigentes, desmerecendo-os por estarem naquela situação que muitos não escolheram para si, muitas vítimas de violência doméstica, drogas, alcoolismo, desempregados, enchem as ruas das cidades grandes, nos quais são discriminados, sofrendo mais outros abusos como: violências físicas e verbais. Outro fator, quando vão arrumar empregos, não possui os requisitos que muitas empresas querem, como escolaridade, qualificação ou experienciais, tornando suas vidas ainda mais difíceis.
Portanto, o Estado deve ajudar essas pessoas que vivem em situações de rua, por meio de projetos pelo Ministério da Mulher, da família e dos direitos humanos. Dessa forma possa ajudá-los orientandos sobre seus direitos, documentação, promovendo encontro com familiares, clinicas de reabilitação e de saúde, que estejam com profissionais qualificados como: serviço social, psicólogos e médicos. E o outro modo, dar uma segunda chance aos desempregados, por meio do Ministério do trabalho, possa ajudar arrumando empregos, mas que para isso criem projetos para incentivarem estudos e qualificação, buscar também experiência de forma supervisionada por pessoas capacitados. Só assim, pode haver diminuições de famílias moradoras de rua.