Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 22/10/2019
“À Procura da Felicidade” é um filme estadunidense que retrata a situação de Chris, um pai de família que, junto a seu filho, enfrenta a dificuldade financeira e precisa se abrigar na rua. Da mesma forma, é grande o número de brasileiros em situação de rua, seja pelo mesmo motivo do personagem citado, por conflitos familiares, ou dependência de drogas. Assim, é dever do Estado e da sociedade trabalhar na prevenção e resolução desse problema social.
Segundo a revista Istoé, a principal causa de residir em vias públicas é o alcoolismo e o uso de outras drogas, pois tais fatores agravam o convívio na família, a qual, muitas vezes, teme o comportamento agressivo que o usuário passa a ter e não o aceita em casa. Outrossim, os conflitos familiares, representantes de 30% das razões para abandonar o lar, podem provir de outros agravantes, como a falta de estrutura afetiva, psicológica e de valores fundamentais. Além disso, as crises econômicas, como a vivida pelo país nos últimos, influi no aumento da pobreza e na falta de moradia digna.
Dessa maneira, há muitos indivíduos que não vivem em moradias, fato perceptível ao transitar pelas cidades, principalmente nas metrópoles. Ademais, essas pessoas sofrem o desgaste de sua saúde, a violência e a exclusão social, até pelo governo, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não os incluem de maneira efetiva em suas pesquisas. Apesar disso, é importante destacar a importância da criação, em 2009, da Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNPR), um grande passo para a maior atuação do Governo e da coletividade na promoção da dignidade humana.
Portanto, é necessário avançar no desenvolvimentos de ações que beneficiem a população moradora de rua, para isso, o Estado, por meio do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, deve criar um projeto de acompanhamento das famílias com fatores de risco relacionados a falta de estrutura e desentendimentos, ligados ao uso de drogas, ou não. Com esse fim, o Ministério da Saúde fornecerá os dados a respeito dos possíveis receptores da ação e disponibilizará esquipes interdisciplinares, com médicos, psicólogos, terapeutas e assistentes sociais, que acompanharão as famílias e farão os encaminhamentos necessários à melhoria das condições dos grupos.