Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/10/2019

O livro “O Cortiço”, romance naturalista do brasileiro Aluísio Azevedo, denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores das estalagens ou dos cortiços cariocas do final do século XIX.Já fora dos livros, a situação precária e a falta de políticas sociais para moradores de rua  é uma realidade brasileira, tornando necessário o seu combate para a construção de um país mais justo e igualitário.

Pode-se afirmar que, a Lei de Terras, decretada em 1850, transformou a terra em mercadoria no mesmo tempo em que garantiu a posse da mesma aos antigos latifundiários.Logo, o que se nota, em um primeiro momento, é a falta de políticas públicas como financiamentos acessíveis e oportunidades de qualificação profissional, que viabilizem a equidade de acesso á moradia por toda população, corroborada em mais de 100 mil pessoas em condição de rua, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(IPEA). O que se nota, em um segundo momento, é a ausência de vínculos familiares atrelado ao alcoolismo e o uso de substâncias psicoativas, que ratifica a presença dos moradores de rua, sendo exemplificada, na pesquisa  da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas(FIPE), na qual aponta que, 3 em cada 4 moradores de rua usam álcool ou drogas no Brasil.

É inegável que, o desinteresse do Estado influencie diretamente no comportamento da sociedade, por meio da exclusão social da população de rua, reproduzidos na indiferença, na repreensão, na violência e no preconceito.E, de acordo, o filósofo francês Jean-Paul Sartre, “A violência, seja qual for á maneira como ela se manifesta, sempre será uma derrota”.

Portanto, medidas são necessárias para combater os impasses com a população de rua no Brasil.Cabe á Receita Federal investir uma maior parcela de impostos arrecadados, na fomentação de  abrigos temporários, que ofertem oficinas profissionalizantes para facilitar o ingresso dos moradores de rua no mercado de trabalho, como também, a contratação de psicólogos que desenvolvam palestras contra as drogas e o álcool.