Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 29/10/2019
O acesso à moradia adequada se tornou um direito humano universal, no ano de 1948, com a declaração universal dos direitos humanos. No entanto, apesar da conquista, muitos terraqueos, principalmente os brasileiros, estão em situação de rua. Isso pois, a concentração imobiliária somada às divergências familiares , potencializam a desigualdade material.
O principal obstáculo enfrentado pelas populações de baixa renda é a aglomeração de habitações por uma minoria capitalista. No segundo reinado, e até nos dias atuais, a concentração de terras é um dos contribuintes para o exôdo rural, assunto esse pouco discutido no âmbito social pelos políticos. A chegada dessas pessoas carentes nos grandes centros urbanos, não foi nada diferente do já visto anteriomente: uma grande quantidade de casas para poucos favorecidos economicamente. Isso além de uma sociogregação espacial, contribuí para que a maioria dos retireiros se desloquem para os centros comunitários, isso quando existem, ou para o esquecimento das ruas.
Outrossim, conflitos familiares, muitas vezes causados por alcoolismo ou dilemas estruturais, são responsáveis pela evasão domiciliar. De acordo com pesquisas realizadas por equipes de médicos sem fronteiras, seiscentos dos sem-abrigo entrevistados, no Rio de Janeiro, 30% estão nessas condições devido aos problemas parentais. Isso ocorre devido, na maioria das vezes, porque a família não está preparada para lidar com as adversidades que podem surgir no convívio social- familiar, como dependência química ou transtornos psicológicos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater e superar esses obstáculos. Para tanto cabe ao Ministério dos Direitos Humanos- orgão responsável em garantir os direitos primordiais e essencias ao cidadão- investir na construção de centros comunitários, estimular a manutenção e bom funcionamento do programa “Minha Casa Minha Vida”, por meio de financiamentos corretamente destinados à esses projetos, para garantir a dignidade e desenvolvimento do indivíduo em questão. Além disso, palestras devem ser realizadas por ONG’s, para fortalecer o diálogo nos lares e as relações entre os familiares. Assim, mediante à essas intervenções, o número de cidadãos desabrigados por esses motivos, apresentarão expressivo decaimento.