Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 28/10/2019
A declaração universal dos direitos humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos o direito de um padrão de vida capaz de manter a sua saúde e o bem estar pessoal. Mas, a falta de visibilidade do morador de rua impossibilita a sua ascensão. Além disso, a falta de estrutura familiar diminui a possibilidade da formação de um cidadão ativo e psicologicamente saudável.
Parafraseando o escritor Eduardo Galeano, a pobreza antes era considerada obra de injustiça, já na sociedade moderna considera a pobreza uma incapacidade. Partindo dessa verdade,em uma sociedade onde se constrói o pensamento de competição, o morador de rua se torna invisível ou quando visto, se torna um animal irracional onde não se obteve produção na sociedade. No entanto,para que se chegue em uma situação de rua, deve-se analisar que o indivíduo passa por diversas experiências marcantes e individuais. assim, podem ser observados nos índices do IBGE que cerca de 60% dos moradores não tiveram escolaridade e 20% daqueles que possuíam o segundo grau não conseguiram se inserir no mercado de trabalho.
Além do mais, o taxa de população sem teto está cada vez maior devido à desestrutura familiar, na qual leva o jovem ao uso de drogas ilícitas e o álcool. Com isso, a pesquisa aplicada pela Secretaria de Assistência social e Direitos Humanos, estima que cerca de 101 mil pessoas vivem nas ruas e 10 mil então nessa situação devido à problemas familiares, como a não aceitação da sexualidade ou mudança de gênero ou a falta de diálogo entre pais e filhos. Sendo assim, como demonstra na fala do papa Francisco, a família é uma das chaves importantes para o sucesso de qualquer ser humano.
Portanto, como pode ser visto, resolver o problema dos moradores de rua não é algo simples. E para que isso ocorra o Estado deve estabelecer juntamente com empresas privadas, a formação de um projeto social com intuito de capacitar jovens e adultos e abrir vagas de emprego para que tenha maiores possibilidades de crescimento no mercado de trabalho. Além de tudo, a família como papel de base da sociedade, deve perpassar os valores e seu acolhimento aos filhos, buscando compreensão e estimulo para a formação de cidadãos capazes de decidir o seu futuro. Pois, como foi dito pelo sociólogo Mario Cortella, a educação tem a nobre tarefa de preparar as novas gerações.