Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 23/10/2019
Diversas são as motivações que induzem uma pessoa a morar na rua como vícios, problemas familiares, depressão e desemprego. Assim, os moradores de rua formam um grupo bastante heterogêneo e no âmbito social são um retrato explícito das desigualdades presentes no país, apesar de sua invisibilidade aos olhos da “sociedade normal”. Por isso há a necessidade de analisarmos as principais causas dessa questão e averiguar medidas eficazes para diminuição do montante de indivíduos nas ruas.
Em principio, de acordo com o IBGE, mais de um terço dos moradores de rua estão nessa condição por dependência de álcool ou drogas, pois ambos (rua e entorpecentes) servem como refúgio de decepções e gradualmente se tornam sua “casa”. Além disso, a dificuldade na realização da migração pendular instigam alguns a morarem na rua, sendo essa um opção viável pra quem mora muito longe do trabalho e não possui recursos para o transporte diário ou acesso a moradia regular próxima.
Consoante a isso, o descaso do Estado para com o grupo representa uma falha do mesmo em garantir moradia aos cidadãos, um direito constitucional. Também, a tolerância a atos violentos, que muitas vezes são aporofobia ( ódio a pobres), contra essa população e a leveza da punição dos culpados mostra um descaso do Governo e da própria sociedade, que enxerga os desabrigados como subumanos marginalizados. A negligência dos poderes federativos ao grupo é a qual impacta mais esta questão social.
Assim, faz-se necessário adotar medidas que possam dar suporte ao grupo e a possibilidade de reinserção na sociedade a fim de garantir-lhes seus direitos. Para tal, a Secretaria de Habitação em parceria com as Prefeituras dos grandes centros urbanos devem providenciar ,por meio de reformas, a revitalização de prédios abandonados ocupando-os com pessoas carentes necessitadas de uma casa com taxas acessíveis dando uma opção àqueles economicamente desfavorecidos e melhorando aos poucos os indicies de desabrigados. Bem como ONG’s através de projetos educacionais e profissionalizantes consigam ajudar ativamente essas pessoas dando-os a chance de obter um sustento para sua família de forma justa e humanizada.