Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 22/10/2019

A busca pela casa própria é um sonho de muios brasileiros. No entanto, devido a situações como o uso de drogas ilícitas e o desemprego, cidadãos têm por única opção morar nas ruas. Sob essa óptica, torna-se possível abordar essa problemática pelas questões sociais a que se abrange.

A priori, a segregação social nos moldes modernos tende a isolar pessoas em situação de rua e ignorar suas necessidades, como alimentação, higienização e abrigo. Neste aspecto, além de estarem nessa condição, parte considerável destes são homens e usuários de drogas ilícitas, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômico (Fipe). Dessa forma, gerando maior afastamento da sociedade e maior necessidade de investimentos nas intervenções.

Além disso, segundo dados do instituto Brasileiro de Geografia e Bioestatística (IBGE), existem mais de 11 milhões de brasileiros desempregados em 2019 no país. Consequentemente, esse nicho social corresponde a uma das maiores porcentagens de moradores de rua. Ratificando, assim, os grandes empecilhos enfrentados por essa população diante de crises econômicas e falta de assistência social.

Os moradores de rua no Brasil, portanto, abrangem questões sociais. Nesse contexto, intervenções devem ser tomadas, a exemplo da instauração de centros de apoio, pelo Ministério da Saúde juntamente com instituições religiosas afim de atingir a população que reside em ruas e são usuários de drogas, podendo conscientizar sobre o autocuidado, realizar exames e oferecer abrigos nas igrejas. Ainda, o Ministério do Trabalho em conjunto com o Ministério da Educação devem se comprometer a proporcionar cursos profissionalizantes, ministrados por professores e voluntários de ONGs aos desempregados, visando mitigar essa situação e oferecer-lhes oportunidades.