Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/10/2019

No Brasil, a alta estratificação social e econômica, associada ao histórico de construção do país, vincula-se aos atuais desarranjos públicos e políticos da população. Os fatos, pertencentes à uma dinâmica financeira, existem por meio de condições pessoais e interpessoais, tendo como ponto final o isolamento social de muitos cidadãos. Entre esses, os moradores de rua, vítimas da situação citada, demonstram as verdadeiras consequências de uma vida sem amparo público, tornando necessário buscar saídas e medidas paliativas para tal crise.

Acima de tudo, é importante relatar o verdadeiro desafio presente. No aspecto social, o rápido crescimento urbano durante as décadas de 70 até 90, aliados as grande fluxo migratório do campo para as cidades, descompassado às políticas públicas com poder abarcador, encadearam o desenvolvimento de uma série de problemas urbanos. Por conseguinte, pessoas que não possuíam participação ativa ou poder econômico ficaram desprotegidas, ligadas ao desamparo, tornaram-se moradores de rua, distantes do crescimento pessoal, caíram na insegurança e violência. Logo, o aumento do número de indivíduos desamparos acaba atingindo todo um espaço urbano que sem tratamento adequando tende a prorrogar e desenvolver novos problemas na cidade.

Além disso, outra grande dificuldade permeia na saída do estilo de vida dessas pessoas, mediante instabilidade do mercado de trabalho - oriunda da dificuldade de crescimento econômico do Brasil - e das novas necessidades de preparação técnica específica no qual o crescimento das tecnologias de comunicação e produção exigem alta especialização da mão de obra. Assim, a inconclusão do calendário escolar e o preconceito ligado a condição social apresentada pelos moradores de ruas condicionam a atual adversidade, demonstrando a veemência do caso.

Entende-se, portanto, realocar o estado cidadão dos moradores de rua. Para tanto é necessário que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, por meio das secretarias municipais, iniciem parcerias público-privadas com as grandes empresas brasileiras com intuito de arrecadar recursos para construção de casas e prédios populares que iram servir de abrigo provisório para pessoas e famílias necessitadas. As secretarias municipais ficaram responsáveis pela identificação regional dos indivíduos e pelos trabalhos iniciais de auxílio individual. Ademais, as empresas envolvidas beneficiaram os resgatados das ruas com capacitação técnica, dando oportunidade de estudar e entrar no mercado de trabalho local. As empresas parceiras terão redução no pagamento de impostos como medida de estimulação para propagação do programa.