Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/10/2019
Ciclo Sistemático
No período da Revolução Francesa, vários camponeses deixavam seus feudos em busca de uma vida melhor na capital Paris, porém, por falta de estrutura, muitos acabavam tendo que viver nas ruas. De maneira análoga a isso, no Brasil, principalmente em suas grandes capitais, cresce o número de moradores de rua e isso vêm se tornando um grande problema para a nossa sociedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a migração em busca de uma vida melhor e a escassez de oportunidade de trabalho.
Primeiramente, é indubitável que os grandes centros urbanos sempre foram sinônimo de melhoria de vida para pessoas que deixam suas cidades em busca de algo melhor para si e para suas famílias. Desse modo, o número de migrantes aumentou em torno de 20% no período 2010-2015, segundo agência da ONU. Conquanto, isso acaba gerando uma saturação nas metrópoles brasileiras.
Outrossim, é notória a falta de estrutura quando se trata de emprego para esses desalentados. Dessa forma, parafraseando o filósofo e pensador Johann Pestalozzi, o mundo está cheio de pessoas úteis, mas vazio de quem lhes dê emprego. Sendo assim, é nítido que se trata de um problema no sistema como um todo e não necessariamente nas pessoas que se encontram nessa situação.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a amenizar a questão dos moradores de rua no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Cidadania, criar projetos de inclusão social que consistam em: oficinas diversas de capacitação, acompanhamento psicossocial e realocação dos mesmos, para que esse grupo não continue invisível aos olhos da sociedade. Somente assim, poderemos fazer com que alguns tristes fatos históricos não se repitam.