Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 29/10/2019
No livro “Divergente” de Veronica Roth, os “sem-facção” são pessoas que não se classificaram em nenhum dos 5 grupos que formavam a sociedade, e que, portanto, foram excluídas da comunidade, sendo somente ajudadas por caridade. Esse livro pode servir de analogia para a situação atual dos moradores de rua, uma vez que no Brasil, eles não são considerados para elaboração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou seja, não há um reconhecimento deles como cidadãos que necessitam de políticas públicas.
Em um dos capítulos do profissão repórter transmitido em setembro de 2019, é informado que os moradores de rua estavam lutando para que tivesse um censo no IBGE que expressasse o número de sem-tetos. O IBGE é de extrema importância para os órgãos públicos, para se criar ações públicas de acordo com os dados coletados. Quando não se há esse conhecimento, alguns grupos de pessoas ficam a mercê de ONGs.
Só em São Paulo existem cerca de cinco projetos de ONGs voltados para a população dos moradores em situação de rua. Porém não se tem muitas outras organizações no resto dos estados do Brasil. Por conta disso, entende-se que as ONGs não dão conta de todo Brasil.
A situação dos moradores de rua está pautada na invisibilidade que essa população sofre pelos órgãos públicos, esses moradores tem o apoio de ONGs, entretanto não é o suficiente. Portanto, no Brasil os sem-teto são uma questão social. Como a principal causa que leva as pessoas a morarem na rua é o uso de drogas, uma das políticas públicas deveria ser o tratamento dessa dependência por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que em união a algumas ONGs deve fazer a visita e comunicar aos moradores sobre esse atendimento, essas visitas devem demonstrar a importância dos moradores de rua, para que eles se sintam verdadeiramente cidadãos. Para as outras causas, como desentendimentos familiares deve-se oferecer assistentes sociais e psicólogos do Sistema Único de Saúde para tentar uma reconciliação e reintroduzi-los em suas famílias. Os “sem-facção” precisam de um plano de ação de órgãos públicos específicos para a origem que o fizeram ir para as ruas.