Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/10/2019

É inegável o fato que, no Brasil, a condição desumana enfrentada por moradores de rua é um fator que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências e vítimas desse tema. Paralelamente, torna-se imprescindível a intervenção estatal para alterar esse cenário, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 assegura os direitos à vida, à cidadania e à educação. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e à desigualdade social.

Em primeiro plano, de acordo com o poema O bicho de Manuel Bandeira, ’’ Vi ontem um bicho na imundice do pátio, catando comida entre os detritos… o bicho meu Deus, era um homem’’. Denota-se que a questão social dos indivíduos que não detém do amparo previsto na carta magna, desse modo, é evidenciado o despreparo das políticas públicas a fim de intervir nessa problemática. Outrossim, destaca-se a ignorância e o preconceito como os pontos de sustentação desse problema, já que a lógica capitalista na busca de lucro e expansão econômica, nota-se essa minoria marginalizada, subjugando-os incapazes e preguiçosos. A partir disso, ao invés de proporcionar emprego e reinserção, essa lógica apenas discrimina e segrega esse seres humanos.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a diferença socioeconômica presente em nosso país. Em consoante ao jornal o Estadão de São Paulo, a desigualdade social é observada, porque cerca de 80% da sociedade recebem no máximo três salários mínimos. Essa realidade está diretamente, atrelada a baixa renda familiar somado ao alto custo de vida, isso provoca a incapacidade de sustentar-se. Consequentemente, são rebaixados a situações humilhantes, sendo expostos ao intempérie da natureza, fome e violência.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir nessa triste realidade vivenciada por esses pares. Logo, cabe ao Governo Federal investir recursos provenientes de impostos, em programas sociais, com o fito de inserir socialmente esses indivíduos, além de em concomitância a empresas privadas, devem fornecer empregos indiferente da classe econômica. Ademais, o Ministério dos Direitos Humanos em parceria com a mídia, escolas e ONGs podem, sensibilizar em redes televisivas, rádios, revistas e jornais, com intuito de provocar reflexão na população em prol de combater o preconceito e o descaso diante desse cenário.