Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/10/2019

É notório que com o passar do tempo houve um aumento significativo do número de moradores de rua no Brasil. É fato que com o avanço do capitalismo, após a Guerra Fria, a situação econômica e social de muitas pessoas foi modificada. A consequência direta da lógica capitalista de apropriação do espaço pelo valor da terra, para muitos cidadãos, foi a utilização das ruas da cidade como moradia.

Primeiramente, é possível observar que o crescimento da quantidade de pessoas em situação de rua, é resultado de um intenso processo de exclusão social, em decorrência dos novos padrões sociais e financeiros, que acabam por divergir os cidadãos. É irrefutável que a questão dos moradores de rua já se tornou algo comum no meio da sociedade. Muitas pessoas ignoram a realidade e as condições de vida desse grupo, o que fica evidente na fala do dramaturgo Goethe: “nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação”.

Ainda pode-se analisar que, segundo censo da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, em 2015, cerca de 15.000 pessoas viviam em situação de rua somente na cidade de São Paulo. Essa parcela da sociedade constitui-se num grupo heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que possuem algo em comum, não estão assegurados pelos seus direitos constitucionais, que deveriam ser garantidos pelo Estado.

Sendo assim, faz-se necessária ação do Governo em garantir melhoria nas condições de vida dos cidadãos em situação de rua, com a garantia de seus direitos básicos, por meio da concessão de moradias, higiene, saúde e alimentação. Ademais, é preciso maior engajamento social, na criação de ONG’s e projetos de auxílio aos moradores de rua. Tais medidas seriam eficientes para combater tal questão social.