Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/10/2019
Ruas, esquinas, pessoas pedindo. Esse é o cenário que define a vida dos esquecidos pelo Estado. Faz-se necessária ampliação de espaços colaborativos imediatos para moradores de rua e ofertar maior ajuda àqueles que são dependentes químicos.
Primeiramente,mais de 50 por cento das pessoas que estão em situação de pedinte, não tem problemas com droga ou bebidas, entretanto habitam as ruas em situação de fome e miséria. Denota-se que, há um despreparo do Estado para executar o que é previsto em Constituição, onde todo o cidadão tem direito a moradia digna, bem como alimentação e saúde.
Outro fator preocupante é que mais de 30 por cento dos moradores de rua são declaradamente adictos.Todavia, as ações do Estado têm sido extremamente danosas a essa parcela da população, uma vez que,mandam haver “batidas"da polícia, nas quais esquece-se de que se tratam de doentes. Na Cracolândia,por exemplo, durante a Gestão Dória da Prefeitura de São Paulo, ocorreu um evento como esse deixando feridos.
Não se deve esquecer que os moradores de rua são ,muitas vezes, vítimas do sistema econômico,portanto,as ações que o Estado desempenha para o amparo deles, ainda que frágeis, devem ser respeitadas, como a criação do Bom Prato,onde os moradores de rua podem se alimentar por pouco mais de um real. Esses locais são criados para eles, e assim sendo, as pessoas que tem condições de pagar por uma alimentação , não devem frequentar esses ambientes , a fim de não inibi-los de adentrar o local.Além disso,o Estado deve investir em assistência de albergues já existentes, e também na criação de novos.Com esses paliativos em prática, atentar-se também àqueles que tem problemas com drogas e bebidas. Eles precisam que a ajuda chegue até eles, mas não de maneira compulsória.Investimento em assistentes sociais e mutirões de saúde - com profissionais da área- geram empregos, sendo passos importantes para o respeito e dignidade dos moradores de rua serem alcançados.