Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 28/10/2019

Na obra “Os miseráveis” de Victor Hugo, o personagem Jean Valjean, após sair da prisão, não teve outra opção a não ser viver nas ruas, sem possuir um trabalho ou uma moradia. Infelizmente, essa é a realidade de uma parcela expressiva de habitantes do Brasil e do mundo. Este fato é de grande abordagem social por afetar diretamente o bem estar geral da população que deveria ser proporcionado pelo estado. Sendo assim, é pertinente se discutir a falta de suporte ofertada pelo Estado e o deficiente acesso a acompanhamento psicológico.

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, deve-se garantir a todos os indivíduos o direito à moradia e bem-estar social, defendendo a manutenção do respeito entre os povos de uma nação. Entretanto, segundo censo da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, somente na cidade de São Paulo, vivem aproximadamente 16 mil pessoas desabrigadas, demonstra uma total falha do Estado em garantir estes direitos. Desta forma, sem se ter a estrutura necessária para garantir a todos uma vida digna e sendo, muitas vezes, ineficientes e pouco presentes os projetos para inclusão social, só ajudam a aumentar o número de pessoas que moram nas ruas.

Ademais, também podemos citar o escasso acesso a acompanhamento psicológico, segundo pesquisa da ‘isto é’ sobre o motivo de pessoas morarem nas ruas, cerca de 36% o álcool e as drogas. Muitas vezes lidando com muitas dificuldades os indivíduos acabam apelando para certos consumos prejudiciais para o seu organismo, para a sua vida e para as pessoas ao seu redor também, um vício pode levar a pessoa a limites miseráveis. E assim, se fosse ofertado acompanhamento psicológico de uma forma mais branda e com qualidade pelo Estado, teríamos uma redução no número de pessoas que vão para essas situações.