Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 25/10/2019

A  Constituição República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 6º, garante o direito à moradia para os cidadãos. Entretanto, na conjuntura hodierna existem uma parcela de pessoas vivendo em situação de rua, em circunstância  desumana, com isso o direito que está na Constituição na prática é ineficiente. Dessa maneira, há uma falta de assistência governamentais, em consonância com a invisibilidade que os moradores em situação de rua sofrem dentro da sociedade.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar o descaso com os moradores que vivem nas ruas, por falta de um auxílio das políticas públicas. Segundo o pensador Aristóteles, “A política deve ser utilizada de modo que da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. Dessa maneira análoga, é possível ressaltar que o Governo, não cumpre o seu papel perante as pessoas necessitas de uma vida com uma moradia, e seus direitos básicos que consta na Constituição são negados. Nesse sentido, evidencia-se à falta do poder público para cumprir o seu papel para todos os cidadãos, e assegurar os direitos à toda população.

Além disso, destaca-se a invisibilidade social diante de pessoas que que vivem em situação de rua, tornam-se invisíveis para a sociedade. De acordo com o “O Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), estima-se que haja, no Brasil, mais de 100 mil moradores de ruas”. Dessa forma, essa situação de moradores nas ruas, por consequência, mostra um aumento, por muitas vezes, essas pessoas estão nas ruas por um conflito familiar, alcoolismo e drogas, no entanto, a população não compreendem que ninguém vive na rua por uma opção, mas sempre há um fator que levaram para essa situação desumana. Nesse aspecto, corrobora-se o estereótipo invisível que o corpo social cria diante desse grupo, desprezando esses seres humanos, como se não existissem.

Urge, portanto, que para acabar com essas condições desumanas entre os moradores de ruas, é necessário não só uma mudança no pensamento social, como também medidas governamentais que cooperem para mitigar essa problemática. Logo, cabe ao Governo Federal, construir moradias e fazer um planejamento de desocupação de imóveis inativos, por meio da secretária de obtenção, com isso fiscalizando melhor esses prédios abandonados, e colocando as pessoas sem residências para morar nesses edifícios, assim como consta na Constituição todos dispor do seu direito de ter uma moradia. Outrossim, a mídia, deve instruir a população, por intermédio de propagandas e outdoor que divulguem a importância de terem empatia com toda população, sendo assim, a sociedade irá enxergar todos da mesma forma. Destarte, com isso será possível minimizar essa desigualdade social no Brasil, e restaurar o equilíbrio como proposto por Aristóteles.