Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 29/10/2019

Em conformidade com a definição da Secretaria Nacional de Assistência social,a população em situação de rua se caracteriza por ser um grupo populacional heterogêneo que têm em comum a condição de pobreza absoluta,sendo compelidos a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento,por caráter temporário ou permanente.No Brasil,tal realidade está atrelada ao longo processo histórico de desenvolvimento social e excludente por conta da apropriação privada do espaço através da compra de terras,prejudicando os desprovidos de renda e acesso a educação.Assim,é necessário analisar o fenômeno em busca de uma solução para contorná-lo.

Dentro desse contexto,a problemática condição de existência desses indivíduos está atrelado a aspectos como o precário investimento governamental na infraestrutura do país,propiciando no crescimento das desigualdades sociais e no proporcional crescimento dos moradores sem teto.Nesse sentido,segundo censo da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social,em 2015 as ruas da cidades de São Paulo abrigavam cerca de 15.905 pessoas,representando uma alta de 10% em relação ao levantamento de 2011-14.478 moradores de rua na capital paulista.Sob essa lógica,fica evidente o despreparo estatal na redução desses casos de sub-existência e pobreza extrema.

Por outro lado,apesar do escasso compromisso executivo na gestão pública dentro da estrutura básica do país,a questão da problemática moradia nas ruas está vinculada a inúmeros fatores pessoais como por exemplo o rompimento de vínculos afetivos e familiares,perda de emprego e de moradia.De acordo com dados da revista Isto é,em 2008,30% dessa população ficaram desempregados ou enfrentaram problemas familiares e 20% perderam suas habitações.Nessa perspectiva,o cotidiano social também é um fator contribuinte na expansão desse problema no seio brasileiro sendo responsável pela permanência desses moradores nas ruas.

Diante do exposto,é indubitável a necessidade de maiores investimentos do Estado no setor de acolhimento para promover a diminuição desse impasse.Em primeira instância,é mister a tomada de atitudes da Secretaria Nacional de Assistência Social na criação,por meio de verbas públicas,de centros de auxílio qualificados,contratando profissionais especializados na área para que possam consultar que habitam os locais públicos.Por sua vez também,é dever também do Ministério da Educação(MEC) a construção,através de finanças nacionais,de ambientes amplamente preparados oferecendo suporte psicológico e humano,admitindo funcionários qualificados e aptos para a causa.Somente assim,essas medidas viabilizarão o surgimento de uma sociedade mais coletiva com essas pessoas desfavorecidas.