Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/10/2019
Segundo John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir os direitos a todos os cidadãos. No entanto, devido ao grande número de moradores de rua existentes no país, essa realidade apresenta-se como um grande mal a ser pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática. Em contramão aos ideais de Locke, há mais de 100 mil moradores de rua no Brasil, de acordo com o portal de notícias G1.
Esse fato, demonstra a ineficiência do Estado em evitar essa situação, por conta de praticamente não haver atuação efetiva não só do governo federal, mas também dos governos estaduais e municipais para essa realidade, prejudicando drasticamente esses indivíduos que, infelizmente, por conta dessa situação, raramente conseguem trabalho ou encontrar familiares que os acolhem.
Além disso, o mais fator para ocasionar o alto índice de pessoas nessa condição é o vício não só em drogas ilícitas, mas também em lícitas, como o álcool, segundo o canal televisivo Globo News. Essa constatação, mostra a importância do tratamento de dependentes químicos, para ocasionar a redução de cidadãos nessa situação e possibilitar a cura dessa dependência, que é extremamente degradante para essa parcela da população e seus familiares.
Dessa forma, a fim de garantir o pensamento de John Locke e reduzir o número de moradores de rua, o poder Executivo, em consonância com o Legislativo, deve ampliar o número de vagas gratuitas ofertadas em clínicas de reabilitação aos indivíduos necessitados, através de acordos público-privado com empresas especializadas nesse segmento. Essa atitude, não só permitiria que esses cidadãos possam obter tratamento adequado, para largar o vício em drogas, com médicos e psicólogos especialistas nessa função, mas também reduziria o custo do tratamento para o Estado, que possibilitaria a ampliação de vagas.