Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/10/2019
Era uma casa muito engraçada\Não tinha teto não tinha nada. A canção ‘’A Casa’’ do cantor Vinicius de Morais, apesar de tratar-se de uma música, reflete uma realidade brasileira: O problema social dos moradores de rua. O local descrito não possui o mínimo de conforto para o morador, tal qual as ruas brasileiras. Desse modo, o país convive com o desafio de superar entraves relacionados á invisibilidade do grupo.
Em primeira análise, é preciso entender as transformações sociais ocorridas após a Segunda Guerra. Nesse contexto, vive-se a Modernidade Líquida, teoria do sociólogo Zygmunt Bauman, definida pelo individualismo e pela ausência de preocupação com o bem-estar coletivo. Nessa perspectiva, muitas vezes, ideias pejorativas sobre os moradores de rua -como preguiçosos, criminosos, viciados- ganham destaque, fator que, associado ao individualismo, faz que a sociedade ignore o grupo. Sendo assim, eles se tornam propensos a desenvolverem diversas doenças psicológicas como a ansiedade, a depressão e em casos mais graves o suicídio.
Em segunda análise, convém frisar o Artigo VI da Magna Carta brasileira, responsável por garantir os direitos sociais como saúde, alimentação e moradia. No entanto, apesar das garantias legais, o Estado não cumpre com sua função de garantir bem-estar, uma vez que os moradores de rua vivem em condições insalubres. A realidade brasileira, além da omissão social, é marcada pelo descaso estatal com o grupo e pouco se tem feito para minimizar este triste cenário. Sob esse viés, pode-se citar a perpetuação do ciclo da pobreza, tendo em vista a dificuldade de conseguir um emprego sem um endereço e demonstrar confiança. Além disso, ter uma boa noite de sono – que é fundamental para a realização de atividades- é praticamente impossível em ruas movimentadas, configurando mais um problema que contribui afetando a saúde e a qualidade de vida. Desse modo, há falta de programas governamentais com o fito de resolver a situação envolvendo as péssimas condições de moradias e falta de oportunidade de emprego.
Por tudo isso, ações exequíveis são necessárias para combater esse imbróglio. Para que isso ocorra, as prefeituras, em parceria aos técnicos de informática, devem cadastrar os moradores de rua por meio de um aplicativo que conterá informações do profissional – como idade e experiência- e que por meio desses empresas e estabelecimentos poderão ter acesso aos cadastrados a fim de que os residentes de rua consigam um emprego. Ademias, é importante que, como incentivo, haja a construção de dormitórios em pontos estratégicos da cidade para os empregados que não tiverem moradias. Este local deve ser construído pelo governo.