Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 29/10/2019

No final do século XIX, a proclamação da república foi instaurada no Brasil com o lema positivista na bandeira “Ordem e Progresso”. Entretanto, por mais que o país aparente avançar, questões sociais ainda precisam ser resolvidas, como a dos moradores de rua. Nesse sentindo, deve-se analisar como o individualismo e a negligência do poder público têm contribuído para esse problema.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, o individualismo. De acordo com Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, defende que uma das características principais da pós-modernidade é a falta de solidez nas relações interpessoais. De forma análoga, nota-se que o individualismo e a falta de empatia têm se potencializado na atualidade, visto que muitas pessoas não tem a preocupação de ajudar o próximo, ainda mais se esse for uma morador de rua. Dessa modo, percebe-se que há necessidade de mudança comportamental na sociedade.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a negligência do poder público. Segundo a Constituição de 1988, todos os cidadães tem direito ao bem estar social. Contudo, na prática, não se observa isso, uma vez que há falta de recursos e investimentos em serviços assistenciais, como a expansão de abrigos noturnos, para abrigar mais moradores de rua, e casas de reabilitação - na ajuda contra os vícios - sendo esse um dos motivos primordiais para o aumento de desabrigados. Logo, estratégias precisam ser tomadas para a transformação desse cenário.

Torna-se evidente, portanto, que a questão precisa ser resolvida. Em razão disso, o ministério da educação em parceria com as escolas - principais agentes transformadores da sociedade - devem incluir na grade curricular a disciplina Ética e Cidadania no ensino primário, fundamental e médio, ensinando os alunos valores morais que os conduzam a relações interpessoais mais solidas, a fim de combater o individualismo. Ademais, o Governo Federal deve investir na expansão de abrigos noturnos e casas de reabilitação, atendendo assim, uma maior parcela de desabrigados e ajudando na luta contra os vícios. Dessa forma, a problemática acima será resolvida e o lema dos positivistas alcançado.