Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/10/2019

A Constituição Federal de 1988 prevê em seu texto os direitos fundamentais a qualquer cidadão. Porém no atual cenário verifica-se uma situação alarmante em quase todas as cidades do país: a população vivendo nas ruas. Essa, advém de inúmeros fatores, dentre eles pode-se destacar: o uso de drogas e o desemprego.

Primeiramente, destaca-se a falta de emprego como sub-produto da educação brasileira, pois essa prioriza, muitas vezes, à educação superior e esquece a educação técnica. Muitos alunos de classe baixa precisam estudar e trabalhar ao mesmo tempo, levando esse jovem a optar por levar sustendo à família ou prosseguir nos estudos. Como consequência temos uma segregação do mercado de trabalho devido a falta de estudos. De acordo com a Revista Istoé em pesquisa realizada na cidade de São paulo, das 15,905 pessoas que vivem nas ruas, 30% não têm estudos.

Ademais, o uso de drogas entre os jovens e pessoas economicamente ativas contribui para esse crescente quadro. A falta de conscientização, fiscalização e denúncias sobre o tráfico de drogas são algumas das causas para esse aumento. Segundo à Istoé, 36% das pessoas vivem nas ruas devido ao uso de drogas e bebidas.

Diante do exposto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A priori, é necessário que haja uma reformulação e valorização no ensino técnico profissionalizante, de forma que o jovem que precise ajudar na casa, seja remunerado como jovem aprendiz, e ao término de seus estudos ter uma profissão para ingressar no mercado de trabalho, política essa que deve ser realizada com subsídio do Mec em parceria com as empresas privadas. Por fim, é evidente que a falta de fiscalização e conscientização levam o indivíduo ao uso das drogas. Dessa forma, cabe às mídias como formadoras e veiculadoras de opinião disseminarem dados sobre os problemas que traz o uso dessas.