Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/10/2019
Desde a industrialização,no século XIX, a procura por melhores condições de trabalho e de vida, fez com que a procura por trabalho nos grandes centros urbanos aumentasse consideravelmente. As cidades brasileiras não estavam preparadas para a nova demanda, com isso, pessoas começaram a viver em condições precárias, sem saneamento, em favelas. Morar na rua passou a ser a única opção para alguns, e as causas podem ser as mais diversas, tais como, desemprego, brigas familiares, abandono familiar, violência doméstica, doenças mentais e uso de drogas lícitas e ilícitas. A formulação de políticas públicas eficazes é uma necessidade premente.
Em 2009, o governo federal publicou por meio de decreto a Política Nacional para população em situação de rua, na qual estabelece os princípios, diretrizes e objetivos para a adesão dos entes federativos, atuarem de forma descentralizada. Em 2011, o Ministério da Saúde criou as equipes multiprofissionais de consultórios na rua, para atenderem esta população. Sabe-se que essas políticas não foram suficientes. O desemprego, as drogas, continuam a cada dia sendo motivos para pessoas irem viver nas ruas.
Mas, o problema não é apenas do governo. A sociedade civil também tem sua responsabilidade e pode colaborar para devolver um pouco de dignidade a essas pessoas, que muitas vezes se sentem invisíveis. Pequenas ações como: oferecer comida, sopas durante a noite, carreta do banho, e os albergues. Algumas igrejas tem projetos sociais para acolher dependentes químicos.
Sendo assim, por ser uma questão que afeta toda a sociedade, é necessário que as ações não segreguem ainda mais. Aumentar a quantidade de equipes de consultórios de rua, para oferecer tratamentos médicos para os que se encontram com doenças físicas e mentais. Dar incentivos fiscais para empresas que derem oportunidade de trabalho e de estudos para moradores de rua.