Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/10/2019

A Constituição Federal de 88 - humanista e democrática - assegura direitos e deveres para que haja um bem-estar social e pleno respeito à dignidade humana. No entanto, quando se analisa a questão dos moradores de rua no Brasil, percebe-se que essa máxima constitucional é rompida. Diante disso, é fundamental analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade nacional.

Com efeito, a situação dos moradores de rua é agravada pela falta de ações assistencialistas do Estado. Essa falha estatal fica evidente quando direitos básicos são negados para esses indivíduos, por exemplo, educação, moradia , alimentação, higiene e saúde. Esse grande contrassenso contribui para a permanência desse grupo na rua e vai de encontro ao que foi proposto por Rousseau, em sua teoria contratualista, em que o Estado é gestor dos interesses coletivos e responsável pela harmonia social.

Além dessa negligência estatal, a ausência de empatia aumenta a exclusão social das pessoas que vivem na rua. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Nesse contexto, a questão dos moradores de rua já se tornou um fato social do cotidiano de muitos brasileiros e grande parte da população já acostumou-se a esse problema.

Fica claro, portanto, que a questão dos moradores de rua tornou-se uma  grande adversidade no Brasil, sendo necessário medidas para solucioná-las. Assim, cabe ao Poder Público criar programas assistencialistas que ofereçam oportunidades para esse grupo, além de alimentação, moradia e saúde. Ademais, desenvolver no corpo social a solidariedade por meio de campanhas que divulguem as condições dessas pessoas.