Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 29/10/2019

Os “moradores de rua” no Brasil são grupos heterogêneos, formado por pessoas em situação de rua, nas mais variadas situações e que atinge uma questão social com dados cada vez mais alarmantes. Assim, vem crescendo nas pequenas e grandes cidades brasileiras por fatores como falta de moradias fixas, de um lugar para dormir de forma temporária ou permanentemente e/ou vínculos familiares que foram interrompidos ou fragilizados.

Em primeiro lugar, a falta de moradias fixas ou locais para dormir temporária e permanentemente faz crescer o número de pessoas em situação de rua nas cidades brasileiras. Assim, um estudo feito pelo jornal “o globo” em 2017, aponta um crescimento de 30% no número de pessoas que dormem nas ruas, agravado pelo desemprego ou em alguns casos pela moradia ficar longe do local de trabalho e a renda não ser suficiente para o seu retorno todos os dias ao final do expediente. Logo, essas pessoas encontram refúgio nas ruas, pela falta de opções ou abrigos que possam acolhê-las.

Outrossim, são as relações familiares que geram abandonos de lares. Contudo, em alguns casos, problemas familiares levam ao desentendimento ou a vícios, como foi o caso de um professor de Inglês abordado no programa globo repórter no ano de 2016, o mesmo foi abandonado pela família ao se declarar homossexual e portador do vírus da aids, a rejeição o levou ao vício das drogas, perdendo emprego e moradia. Diante disso, ele viu a rua como a única opção para moradia e sobrevivência, assim como os mais variados casos que acometem mais de 100mil pessoas que vivem nessa situação, segundo IPEA, atenuando os dados estatísticos.

Portanto, percebe-se uma conturbada questão social no Brasil em torno dessa vivência nas ruas. Com isso, o Governo Federal junto com as Secretarias Estaduais devem promover ações sociais que possam amenizar o impacto dessas questões na sociedade, por meio da criação de abrigos para acolhimento de pessoas que não tem onde dormir ou fazer refeições, assim como criar organizações de recuperação e ressocialização a pessoas com vícios. Com isso, ajudaria a melhorar as condições e qualidade de vida das pessoas em situação de rua.