Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 28/10/2019
No Brasil, com o desenvolvimento tecnológico tardio, houve também o aumento populacional, esse de maneira despreparada, uma vez que no país não havia políticas eficientes que buscassem tornar o processo de urbanização viável para toda comunidade. Em suma, com a intensa ocupação das cidades, uma parcela de indivíduos não conseguiam ter uma residência e foram morar nas ruas, o que contribuiu para saturar ainda mais os problemas de cunho social. Dessarte, torna-se imperioso refletir sobre a influência que a Secretaria de Urbanismo e a Mídia exercem no impasse em questão.
Em primeiro plano, a Secretaria de Urbanismo é uma das principais responsáveis pela incidência de moradores de rua, pois negligencia na sua primordial função, gerenciar o desenvolvimento no espaço urbano. Desse modo, o pensamento escrito no livro “O príncipe”, do autor Nicolau Maquiavel, que dissertava acerca da necessidade de uma preparação em momentos estáveis, com a finalidade de evitar problemas que pudessem alterar radicalmente um cenário, se efetiva. Como consequência, tal despreparo contribui para o aumento de 10% dos moradores de rua nas cidades de São Paulo, comparado a 2011, de acordo com o censo da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Ademais, a Mídia também exerce influência no revés de caráter social, a situação dos moradores de rua. É por intermédio da produção de filmes que marginalizam a situação precária desses cidadãos, que o preconceito e a discriminação se unem para servir como base em alguns indivíduos, com o intuito de atribuir práticas como o vandalismo e o roubo à essa porção da sociedade que se encontra em um momento tão fragilizado e não conseguem alguma oportunidade de trabalho. Assim sendo, é essencial nesses casos, tomar como base a ideia expressa na obra “A arte de ter razão: 37 estratagemas”, do autor Arthur Schopenhauer, que ponderava a respeito de promover discussões para corrigir erros e criar novos pontos de vista.
Torna-se imprescindível, portanto, que o cenário em relação aos moradores de rua precisa ser solucionado. Destarte, cabe à Secretaria de Urbanismo, em parceria com geógrafos e engenheiros civis, desenvolver projetos com o propósito de organizar a urbanização brasileira e encontrar espaços adequados para servir como oportunidade de ocupação residencial dos moradores de rua, atentando para não promover a gentrificação, mas sim a inclusão social. Outrossim, a Mídia, juntamente aos psicólogos, deve estimular a produção de filmes que tenham como objetivo corrigir a imagem negativa atribuída aos moradores de rua, com a finalidade de amenizar as diferenças sociais e permitir que tenham as mesmas oportunidades de emprego, sem inferiorização. Por conseguinte, a Secretaria de Urbanismo e a Mídia irão corroborar na tentativa estabelecer a equidade no entre os cidadãos no país.