Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 31/10/2019

Conforme a Declaração Universal do Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, todo ser humano tem direito à moradia. Paradoxalmente, na conjuntura contemporânea brasileira, a falta de habitação é um grande desafio a ser combatido. Assim, é necessário analisar como a negligência governamental e a herança histórico-cultural influenciam na ocorrência desse quadro.

Em primeiro lugar, é notório que a falta de atenção do estado contribui para a existência de moradores de rua. Sob a ótica de Aristóteles, o estado é responsável por complementar a sociedade e mantê-la em equilíbrio. Contudo, isso não acontece no Brasil, pois não existem políticas públicas capazes de oferecer assistência necessária que a população em situação de rua precisa para enfrentar esse problema. Nesse viés, é imprescindível que a observância estatal esteja voltada para essa questão e o equilíbrio social seja alcançado.

Além disso, vale ressaltar que a desigualdade social arraigada na sociedade brasileira é também responsável por esse problema. Na obra “Casa-Grande e Senzala”, do autor Gilberto Freyre, é retratada as disparidades sociais existentes entre a casa-grande, onde o senhor do engenho e sua família moravam, e a Senzala, onde os escravos dormiam em condições precárias. É perceptível que essa desigualdade persiste até os dias atuais, visto que enquanto alguns brasileiros moram em condomínios de luxo, outros não têm onde morar. Dessa maneira, a erradicação da falta de moradia só acontecerá concomitante á diminuição da desigualdade social.

Destarte, o Poder Executivo deve promover uma ampliação no setor de desenvolvimento social, por meio de investimentos financeiros,os quais serão revestidos na criação de políticas públicas que ajudem as pessoas em situação de rua ingressar no mercado de trabalho. Essa proposta tem o fito de não só retirar essas pessoas da rua de maneira efêmera, mas diminuir a desigualdade social, combatendo esse problema á longo prazo.

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