Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 04/12/2019
No início do século XX, em meados da Segunda Guerra Mundial, o mundo presenciou as formas mais claras de autoritarismo e racismo, Hitler com as suas justificativas de superioridade racial, ordenava que as pessoas com deficiências ou qualquer característica fenotípica distinta, fossem presas e tratadas de forma hedionda. Contextualizando para os dias atuais, é nítido que persiste uma herança de preconceito e pré-julgamento com as classes mais baixas, essas pessoas com menor poder aquisitivo, são constantemente tratadas de forma desumana. Além de tudo, a falta de incentivo para uma qualidade de vida melhor é um problema constante até os dias atuais.
Em primeiro lugar, Faz-se referência ao filósofo Edmund Burke " Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la". Nesse contexto, a ineficiência das políticas públicas seria um problema que não deveria existir, porém, é o maior problema quando se trata da qualidade de vida da população. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a população desabrigada aumentou 11,3% entre 2017 para 2018, atualmente 101 mil pessoas moram na rua, entretanto, apesar do aumento recente, não existe nenhum novo programa ou projeto para auxiliar essas pessoas, o último programa federal foi criado em 2011. Portanto, verifica-se que os moradores de rua, vivem em um completo abandono e descaso por parte das políticas governamentais.
Além disso, em virtude de nenhum acompanhamento profissional ou incentivo governamental, essas pessoas começam a buscar outras formas de ajuda, apelando para a criminalidade, consequentemente futuramente sendo uma vítima da sociedade. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), 67% dos crimes do Estado do Rio de Janeiro, ocorreram em locais periféricos e em locais com o índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixos. Podemos concluir, que a criminalidade juntamente com a pobreza está diretamente ligada, e uma sociedade que não busca a igualdade, justiça e o desenvolvimento Humano, não consegue progredir.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pessoas. É imprescindível que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Cidadania, devem criar novos programas exclusivos para os moradores de Rua, com o auxílio do Ministério da Economia, esses programas devem ser reestruturados para fornecer acompanhamento profissional, com psicólogos e nutricionistas, juntamente com abrigos que devem fornecer capacitação profissional e educação gratuita, consequentemente criando uma população capacitada. Além disso, o Ministério da Fazendo em parceria com a Caixa Econômica Federal deve criar bolsas de auxílio Moradia, para as pessoas que estão sem nenhuma forma de renda.