Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 11/02/2020

O mito “Anel de Giges” de Platão relata a história de um camponês que adquire invisibilidade. Fora do campo literário, a invisibilidade é um problema social no que tange à situação  dos moradores de rua no Brasil. Dessa forma,a falta de empatia e a negligência do Estado promove a permanência de tal problema no contexto brasileiro.

Primordialmente, vale ressaltar que, a ausência de empatia social provoca a falta de sensibilização acerca do problema dos moradores de rua. Nesse ínterim,  de acordo com o sociólogo Bauman a sociedade contemporânea é marcada pelo individualismo e relações fluidas o que culmina na falta de empatia. Desse modo, tal fato acarreta a marginalização e a segregação dos sem-teto, o que é inaceitável.

Outrossim, a escassez de políticas públicas que atendam tal grupo social evidencia a negligência Estatal. Diante disso, a precariedade na ação política acerca da problemática se configura como uma quebra do contrato social proposto por Hobbes, já que é dever do Estado — previsto na constituição — garantir moradia à população. Sendo assim, percebe-se a necessidade de maior atenção política para tal questão, visto que se opõe a constituição.

Dessarte, é notório que a ausência de empatia e a negligência política impulsiona o problema dos sem-abrigo. Portanto, o Ministério dos Direitos Humanos deve ofertar moradia por meio de abrigos públicos a fim de minimizar a situação. Ademais, as mídias sociais devem criar campanhas publicitárias a fim de sensibilizar a população por meio da exposição de dados para que assim, o mito “anel de Giges” deixe de refletir a  realidade brasileira.