Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 15/03/2020

No que se refere aos moradores de rua na sociedade é um problema não só local mas global. Dentre outros fatores, destaca-se um grave problema de cidadania e um sistema de administração pública precária, a qual se vê impossibilitada de reprimir esse transtorno.

Embora, essas pessoas não têm um teto para morar, se abrigam em lugares abandonados, aglomerando-se com outros moradores de rua. Porém ocasiona-se um grave problema de cidadania. Diante disto, um levantamento realizado pela equipe do projeto Meio-Fio Médicos Sem Fronteiras em 2019, na cidade de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, constatou-se que cerca de 300 mendigos, 1% não trabalha (usuários de drogas), 2,5% já praticou furtos e roubos, a maioria deles trabalham com material reciclável, catando latinhas e papelão, e o restante  fazem bicos como pequenas mudanças, lavam carros e são vendedores ambulantes em semáforos.

Ademais, destaca-se o enfraquecimento da administração pública no que concerne aos moradores de rua, pois não há investimentos necessários para reabilitação dessas pessoas na sociedade. De acordo com o relatório atual da Organização Internacional OXFAM, o Brasil está no 9º ranking de desigualdade do planeta.

Sendo assim, percebe-se a ineficácia da logística do mundo todo no que se refere aos moradores de rua na cidadania. É necessário uma diretoria que permite maiores investimentos na cidadania e criação de projetos de intervenção. Ademais, são indispensáveis criação de ONGs, lugares de reabilitação e novas tendências para readaptação dessas pessoas que vivem em nosso país de maneira trágia para sociedade em si.