Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 12/03/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Hu-manos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. No entanto, uma grande parcela da população reside nas ruas em condições precárias, sendo, portanto, impedidos de usufruir desses direitos. De certo, isso ocorre, dentre outras razões, devido a pouca escolaridade e às drogas. Como resultado, cada vez mais pessoas fazem das ruas sua casa. Portanto, tal impasse deve ser debatido e solucionado pela sociedade.

Primeiramente, é válido apontar que a falta de escolaridade e, logo, a falta de qualificação profissional são alguns dos principais contribuintes ao atual cenário brasileiro no que concerne aos moradores de rua. Devido a falta de incentivo social e governamental no setor educacional no que se refere às massas (haja vista a péssima qualidade de ensino e a falta de campanhas sociais), a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho torna-se mais complexa. Nesse contexto, entra a ideia  de Immanuel Kant em que: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Já que, sem a educação devida, o mercado trabalhista “se fecha”, contribuindo com a pobreza e, por conseguinte, a morada nas ruas.

Em segundo lugar, a falta de informação das famílias acerca dos centros de tratamento de dependentes químicos influi no aumento de pessoas sem moradia. Pois, segundo Sócrates, “Os erros são consequências da ignorância humana.” Assim, sem acesso ao devido conhecimento acerca dos possíveis tratamentos, as famílias tendem a abandonar os seus entes contaminados pelo vício.

Dessa forma, torna-se necessário a tomada de ações solucionistas. Urge que o Ministério da Educação e Cultura, por meio de verbas governamentais, invista na formação de educadores de qualidade, promovendo cursos gratuitos, melhorando assim a qualidade de ensino e inserindo mais pessoas no mercado trabalhista. Ademais, o Ministério da Saúde deve veicular propagandas e criar centros informativos nos shoppings e praças, por exemplo, para diminuir o número de abandonos.