Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 12/03/2020
O Brasil está na lista dos países que possuem o maior número de moradores de rua, o que se torna contraditório, visto que, na Constituição Federal, é dito que todo cidadão tem direito a moradia, bem como uma vida digna. Nesse contexto, observa-se que essas pessoas, que vivem em extrema carência material, sofrem diariamente com diversos fatores, dentre eles as condições insalubres de higiene e saúde e o desprezo da sociedade.
Conforme uma matéria publicada no jornal O Globo, umas das maiores causas de morte dos moradores de rua são as doenças, como Tuberculose e Aids, adquiridas devido as circunstâncias pelas quais são expostos, sejam elas, a falta de higiene básica e o contato direto com animais e sujeira. Nota-se, também, que outro motivo para o rápido adoecimento desta população é o receio da ida à clínicas e hospitais, pois, quando vão, acabam sofrendo discriminação por não possuírem documentos, estarem sujos e com roupas rasgadas.
Além disso, o fato de um indivíduo viver na rua causa repúdio no resto da sociedade. Grande parte da população teme aos sem-teto e julgam-os como criminosos sem antes saber o motivo pelo qual saíram de suas casas. Constantemente, sofrem humilhações, rejeições, preconceitos e sentem-se solitários por não receberem afeto de outras pessoas. Tal fator, segundo a Agência Nacional de Saúde, é o estopim para que desenvolvam a mais perigosa doença psíquica: depressão.
Em virtude dos aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma solução. Logo, é imprescindível que o Governo aumente o número de abrigos para moradores de rua, contendo profissionais da saúde, alimentação necessária e higiene básica. Ademais, o resto da população deve criar projetos sociais que façam a inclusão dos sem-teto na sociedade, tratando-os com respeito, fazendo doações e proporcionando-os oportunidades de estudo e trabalho. Dessa forma, as pessoas que residem em locais públicos terão todo o amparo necessário para uma vida digna e irão sentir-se parte do corpo social novamente.