Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 14/03/2020

Com o advento da crise de 2008, nos Estados Unidos da América, após mais de uma década, ainda é possível encontrar os seus reflexos na economia mundial, o que no Brasil pôde-se perceber com o aumento de desempregados agravando uma questão social, em que, na capital paulista, a população vulnerável totaliza 15.905, segundo dados da Fundação de Pesquisas Econômicas.

Concomitante a essa dimensão política, quando o renomado cientista social Erving Goffman define sobre o estigma social, em que há a subvalorização de determinadas camadas sociais a partir da incapacidade da aceitação plena, corrobora-se com a presença da invisibilidade social  gerada tanto pela negligência do Estado como com a aporofobia na sociedade.

Contrariamente a esse panorama, de acordo com o artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, todos os cidadãos são considerados iguais e deverão ter seus direitos fundamentais respeitados, porém, o que se verifica no cotidiano, principalmente de grandes centros, é que estes indivíduos não possuem nem mesmo uma moradia digna e alimentação, o que se considera uma forma de violência contra a dignidade do cidadão. Além disso, com o aumento de pessoas com a aversão à pobres, rejeitando até mesmo ao convívio próximo, acaba agravando ainda mais a situação da invisibilidade social, conforme descreve a escritora Adela Cortina.

Para que a situação destes grupos sociais vulneráveis possa ser amenizado, urge que o Conselho Nacional dos Direitos Humanos, faça conjuntos habitacionais com o uso de verbas arrecadadas, visando a garantia de segurança e dignidade a estes cidadãos, crie projetos de alimentação juntamente com Nutricionistas, em que, deverão oferecer todos os dias alimentos saudáveis. Assim, poderão transformar a existência desta população desprovida de bens em cidadãos respeitados e que novamente poderão ser incluídos na sociedade.