Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 11/04/2020
Na sociedade contemporânea, a questão da moradia é um dos reflexos da exclusão social, em virtude de uma parcela da população não possuírem renda suficiente para obter uma residência, o que corrobora para o acréscimo de pessoas em situação de rua. Em vista disso, é notório a violência acometida aos moradores de rua, além das poucas políticas públicas para intensificar o decréscimo desse cenário.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na sua obra modernidade líquida, observou que as relações interpessoais ficaram mais fluídas e dinâmicas, o que tornou a sociedade menos empática. Nesse sentido, a falta de empatia da população com pessoas em situação de rua, corrobora para o aumento da violência acometida aos sem teto. Mediante a isso, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2015 a 2017, São Paulo registrou mais de 17 mil casos de agressão contra moradores de rua. Logo, é necessário alternativas para modificação desse panorama.
Ademais, segundo o filósofo Thomas Hobbes, “A intervenção estatal é necessária para proteger os cidadãos de maneira eficaz”. No entanto, há pouco desenvolvimento de políticas públicas que visam no atendimento aos indivíduos em situação de rua como a distribuição de alimentos, abrigos temporários entre outros. Nesse sentido, devem ser desenvolvidos projetos que atuem para encerrar essa problemática, e proporcionar dignidade de vida para todos os habitantes de rua.
Portanto, em vista dos argumentos apresentados, o Governo juntamente com o Poder Legislativo, deve criar leis mais rígidas com o intuito de punir infratores que cometerem quaisquer ato de violência aos moradores de rua, e assim reduzir essa calamidade pública. Além disso, o Estado em parceria com as prefeituras deve criar projetos para que esses indivíduos tenham acesso ao básico para a saúde e bem-estar, como alimentação, higiene e abrigos temporários, e assim aperfeiçoar a dignidade de vida. Dessa maneira, será possível inserir os moradores de rua na sociedade brasileira.