Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/04/2020

No livro ‘‘Capitães da Areia’’, de Jorge Amado, é contado a história de Pedro e outros moradores de rua e suas lutas diárias pela sobrevivência. Indubitavelmente, na sociedade contemporânea é exponencial o número de pessoas em situação de rua sem suas necessidades básicas atendidas. Com efeito, este cenário é fruto tanto da falta de projetos governamentais quanto do preconceito popular para com esse grupo.

Em primeiro plano, é fundamental destacar que os moradores de rua não têm os recursos básicos de sobrevivência que lhe são garantidos pela Constituição  Cidadã de 1988. Desse modo, segundo o psicólogo humanista Abraham Maslow, que hierarquizou as necessidades básicas em uma pirâmide, de modo que a base são as necessidades básicas, como alimentação e moradia, e só ao chegar no topo da pirâmide o indivíduo é capaz de contribuir para a sociedade. Evidentemente, a falta de projetos governamentais que auxiliem essa população a ter suas necessidades básicas atendidas além de ferir a Constituição também impede que o indivíduo seja capaz de atuar na sociedade.

Além disso, é válido destacar que há uma visão preconceituosa com os moradores de rua, de modo que são vítimas até de agressões. Nesse sentindo, segundo o Ministério da Saúde, entre 2016 e 2018 foram contabilizados 17 mil casos de violência contra indigentes. Comprova-se, assim, que além desse grupo ter que lutar para sobreviver por não ter necessidades básicas atendidas tem que lutar contra o preconceito sofrido.

Portanto, percebe-se que a ausência de projetos governamentais aliado ao preconceito popular corroboram para essa questão social. Por isso, é imprescindível que o Governo Federal aliado ao Ministério da Cidadania, crie centros comunitários, de modo que forneça alimentação, local para dormir e cursos, como capacitação para o mercado de trabalho para integrar essas pessoas na sociedade. Tal medida tem o intuito de retirar as pessoas como Pedro e seus amigos da rua e os integrá-los na sociedade para criar uma sociedade igualitária como proposto na Constituição Cidadã.