Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 19/09/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”.Segundo o sociólogo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.No entanto,esse ideal platônico não é realidade para uma boa parcela da população,visto que a inobservância estatal frente aos indivíduos em situação de rua contribui para uma segregação social marcado pela vulnerabilidade hodiernamente.Assim,cabe a análise acerca de causas,consequências e uma solução da problemática.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações impulsionam de forma indireta no impasse.Nesse caso,a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à moradia,saúde e ao bem-estar social.Contudo, devido ao escassos investimentos governamentais em abrigos,profissionais capacitados e infraestruturas em hospitais, medidas que reduziriam os problemas marcados pelas desigualdades sociais,exposição às drogas,frio e alimentação, isso não é firmado.Logo,uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para reduzir perigos para os moradores em situação de risco.
Outrossim,vale apontar a alienação da sociedade frente a essa questão como responsável por efeitos formar um “apartheid social”.A esse respeito,segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, esse período de instabilidade nas relações políticas,educacionais e culturais é uma característica da “modernidade líquida”.Paralelamente à Bauman, percebe-se que a população é moldada por questões capitalistas, o que é responsável por promover a manipulação, estimular o individualismo, a falta de solidariedade e o imediatismo entre os brasileiros.Desse modo, isso mostra que o convívio em uma cultura de massa pode afetar negativamente nas relações culturais dos cidadãos.
Diante do exposto,medidas são necessárias para mitigar os problemas enfrentados por essa parcela em situação de rua.Para tanto,cabe ao Governo Federal investir em moradias e infraestruturas, por meio de parcerias com empresas,a fim de retirar esses indivíduos em situação de risco.Ademais, convém às entidades governamentais criar programas assistenciais semelhantes ao “jovem aprendiz”, com o intuito de recrutar grandes talentos que,além de potencializar a economia, tenha oportunidades iguais de se ascender no país,visto que isso reduziria as desigualdades sociais e alienação coletiva.Dessa forma,será possível ressocializar esse grupo na sociedade e,com iniciativas como essa, o Ministério público não terá dificuldades de garantir um direito de segurança,saúde e bem-estar social, bem como defendido pela Constituição de 1988.