Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 13/05/2020

O Contratualismo é uma vertente filosófica que delimita as funções estatais a partir de um acordo entre Governadores (corpo político) e Governados (corpo civil). Nesse ínterim, o Estado brasileiro esquiva-se deste ideal ao enfrentar problemáticas de cunho humanitário, no que se refere aos moradores em situação de rua. Dessa forma, a ineficiência do poder público somada à decadência da moralidade social são fatores determinantes não agravamento do impasse. Logo, urge a necessidade de alteração dessa conjuntura.

Diante da dinâmica urbana, a presença de desabrigados tornou-se corriqueira e representa um indicativo da negligência governamental, a qual não oferece possibilidades de recuperação social e ignora essa parcela da população. Nesse sentido, tal fato é comprovado pela carência de investimentos a níveis municipais em projetos de assistência social – conforme dados do IBGE-e descumpre Contrato, o qual delimita o compromisso provedor estatal. Em suma, a inatividade do poder público para solucionar o obstáculo demonstra, segundo o sociólogo francês Durkhéim, a materialização da Estado de Anomia social, ou seja, aquele cujo aparelho burocrático de poder é ineficiente.

Ademais, vale ressaltar a inversão de valores presentes no contexto atual, a qual é visível pela subjugação de atitudes altruístas de empáticas pelo corpo social, haja vista que o individualismo é a falta de serviço comunitário tornam-se frequentes. Por ter uma perspectiva, diante da decadência da moralidade, evidencias e atos de violência é agressão contra mim distância praticados por indivíduos sem a noção de civilidade e tampouco austeros, como visto em diversos meios de comunicação de massa, como jornais.

Em suma, o preconceito é motor de atos como este e também o propulsor de uma tendência contemporânea que prefere ignorar problemas a enfrenta-los. Portanto, o Ministério da cidadania, no âmbito de atuação no desenvolvimento social, deverá criar estratégias políticas de recuperação e assistência social população em situação de rua, em parceria com prefeituras e iniciativas privadas, por meio da criação de centros de acolhimento, os quais ofereçam as condições materiais necessárias para a manutenção da dignidade humana desses indivíduos, como dormitórios, enfermarias e letramento. Além disso, a mídia como a gente social formador de opinião deverá criar campanhas publicitárias divulgadas pelos meios de comunicação de massa, as quais estimulem ações de caridade e altruísmo na sociedade pela divulgação de apoio a ONGs, com o objetivo de atenuar o individualismo na comunidade e fomentar o respeito pelo outro. Por conseguinte, caso tais propostas forem ativar efetivadas o Contratualismo será verdadeiramente uma realidade.