Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 03/06/2020

O preço da felicidade

O ser humano se relaciona com outras pessoas visando um bom convívio que evita a solidão e consequentemente gera bem-estar. Além disso, o contentamento - no aspecto social - está relacionada ao trabalho que é a forma de custear a diversão. A partir disso, pode-se citar o filósofo Aristóteles o qual afirmou que a felicidade é o propósito da existência humana. Entretanto, a busca por essa realização nem sempre tem um final otimista - como é o caso dos cidadãos em situação de rua.

Sob tal perspectiva, é possível citar os usuários de drogas que vivem na rua, dado que essas pessoas usaram tais substâncias aspirando uma fuga da realidade e diversão. Porém, torna-se um vício que atrapalha a vida do indivíduo, já que por estar desequilibrado, a pessoa não compreende a consequência de seus atos. Assim, é possível que venda todo o seu patrimônio material para financiar a dependência, além de afastar familiares e amigos que não conseguem ajudar.

Em outro contexto, a migração de regiões pobre e sem oportunidade para grandes centros urbanos é a solução para a melhoria de vida para algumas pessoas. Contudo, essa qualidade de vida não é suficiente para todos e esses cidadãos normalmente não tem verba para voltar à terra natal - com isso encontram na rua o teto para sobrevivência. Dessa forma, surgem família alojadas em situação de risco que buscam formas de ganhar de dinheiro, seja vendendo produtos seja pedindo na porta de estabelecimentos.

Diante, o exposto, percebe-se que a ideia de Aristóteles tem relação direta com os motivos que formam a população moradora de rua. Para impedir a continuidade desse problema é necessário promover a felicidade e o bem-estar emergencial ou a longo prazo. De forma paleativa, o Estado junto com os donos de propriedade em desuso - que teriam desconto no IPTU - forneceriam moradia unido com apoio profissionalizante e psicológico fornecido pelos Centros de Referência a Assistência Social. No contexto longinquo, a educação é a ferramenta para diminuir a problemática, isso abrande ampliar os programas de conscientização contra as drogas e também profissionalizar - com cursos públicos feitos pelos Institutos Federais a população que não teve acesso.