Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 08/06/2020

No meio urbano em que vivemos hoje existem aqueles menos privilegiados do que os outros, e infelizmente estes são forçados a viverem em situações sub-humanas, muitos destes em ruas, sem suas devidas necessidades. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 2005, a quantidade destes moradores de rua excedia trezentos mil habitantes, um número que certamente cresceu exponencialmente nesses últimos quinze anos. Essa situação desfavorável a uma grande parcela da sociedade deve ser combatida.

A principal causa desta problemática foi a elevada urbanização desordenada, começada em 1960 no Brasil, que permanece até os dias de hoje. Durante esse tempo foi propagada uma promessa de uma nova vida nas indústrias, uma ideia que atraiu vários do campo, o que consequentemente levou ao êxodo rural. Lamentavelmente, porém, o grande fluxo para as cidades trouxe consigo a concorrência, o que deixou muitos desempregados, ou trabalhando em condições inadequadas por pouco dinheiro. Estes então que não possuíam renda para comprarem suas casas foram forçados a conseguirem moradia por conta própria, como a criação de favelas, ou o estabelecimento em ruas. Consequentemente esses menos privilegiados são vistos como a parte desagradável e podre da cidade, porque vivem em situações diferentes em relação ao restante da população.

Os moradores de rua estão submetidos a condições de vida deploráveis, condições que vão além de onde moram, como a instabilidade escolar. Circunstância em que as pais não possuem capital suficiente para manterem seus filhos nas escolas, ou dependem de seus filhos para trabalhar e ajudar a sustentar a família, os forçando a abandonar o estudo de maneira precoce. Ademais estes são desrespeitados pela parte da sociedade mais afortunada, de tal forma que não ajudam aqueles que mais precisam dela. Com dizia filosofo do absolutismo Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”, ou seja, no contexto dos moradores de ruas, estes vivem na miséria porque ao invés de fornecer socorro à aqueles que necessitam, os mais privilegiados de nossa sociedade tratam aqueles abaixo de si como fracos, porque nunca receberam o apoio necessário para conseguirem ir às aulas e transformarem suas vidas.

Portanto para amenizar os problemas trazidos aos moradores de rua, é necessário, por parte do governo, órgão responsável por garantir nossos direitos, fornecer locais de ajuda temporária onde aqueles necessitados podem se recompor, receber alimento e ajuda psicológica, por meio de abrigos. Assim aqueles privados de suas necessidades podem finalmente receber o auxílio necessário e se tornarem membros efetivos da sociedade.