Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 05/06/2020

A falta de moradia é um problema crescente em todos os países, inclusive no Brasil. Embora existam alguns projetos sociais que se concentrem em ajudar a resolver esse grande problema da sociedade atual, muitas vezes os países carecem dos recursos necessários para ajudar cada pessoa sem-teto. A falta de moradia continua sendo uma das principais questões sociais do mundo e pode afetar a todos: homens e mulheres, adultos e crianças, indivíduos e até famílias.

Segundo os dados publicados no site da BBC, 7 milhões de pessoas vivem sem moradia no Brasil e outras 1,1 milhões moram em áreas de alto risco. Dados que vão contra ao artigo 6º da Constituição Federal, prevê que todo cidadão brasileiro tem direito a moradia, mas, apesar disso, o inchaço urbano e o crescimento desordenado das cidades dificultam o acolhimento apropriado nas metrópoles, levando ao aumento de pessoas sem moradia, e de pessoas vivendo em periferias.

Nesse contexto, John Locke, o pai do liberalismo, construiu uma tese de que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado, que, em contra partida, deve garantir direitos aos cidadões. Ocorre que a ideia de Locke está distante da realidade, pois a falta de políticas públicas por parte do governo brasileiro torna inviavel o direito à habitação. Sendo assim, enquanto a omissão do Estado se mantiver, moradores de rua permanecerão sendo um problema.

Em conclusão, cabe ao Governo Federal, em parceria com as prefeituras, criar abrigos para que a pessoas em situação de rua tenham acesso ao básico para a saúde e bem-estar deles, como alimentação, higiene e um local adequado para dormirem. Logo, dessa forma, esses indivíduos poderão ter melhores condições físicas e mentais, fazendo com que estejam aptos a retornarem para os estudos e ao mercado de trabalho. Somente dessa forma, esses indivíduos poderão se inserir novamente na sociedade brasileira.