Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 08/06/2020

Atualmente o Brasil está sofrendo bastante com a questão dos moradores de rua existentes na sociedade. Este problema é mais sério do que aparenta, devido a grande quantidade de pessoas que são afetadas e isso precisa ser modificado, porém não é simples, é um processo longo e gradativo.

Em primeira análise, deve ser analisado o contexto que estas pessoas são submetidas. Grande parte se encontra dessa forma devido a falta de dinheiro, abandono ou interrupção de vínculos, portanto abrigar-se  nas ruas é a única alternativa viável. Isso infelizmente é um erro e uma afronta a um dos direitos inalienáveis contido no artigo XIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.”. Portanto seria dever do Estado assegurar e providenciar moradia a todas as pessoas que se encontram desabrigadas, porém na prática isso não acontece.

Já em segunda análise deve ser levado em conta a situação e como esses moradores de rua são tratados. No contexto atual existe um preconceito muito forte sobre essas pessoas, são consideradas marginais, pessoas de má fé e etc. Pode-se perceber isso no cotidiano, muitas são as pessoas que atravessam a rua, aceleram o andar quando avistam um mendigo, ou até mesmo ignoram quando a pessoa vai falar algo, esquecendo que ali também existe um indivíduo que pode ter passado por algum sofrimento  ou não teve oportunidades para conseguir mudar seu contexto social. No filme “Com mérito” de Alek Keshishian é explícito esse preconceito, já que a história refere-se à relação de um estudante preconceituoso que conhece um mendigo e, com o decorrer do tempo vai aprendendo um pouco mais sobre a vida do pedinte e reconhece que ele também é uma pessoa comum, igual a todos, portanto merece os mesmos direitos.

Buscando controlar e reduzir o número de moradores de rua, o Governo Estadual, em parceria com os demais governos, deve garantir moradia digna a todos os moradores de rua, por meio da construção de centros provisórios para aglomeração destas pessoas, além de garantir os demais direitos inalienáveis e criar condições de mudança para uma vida com maior qualidade.