Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 09/06/2020
Com a ascensão do capitalismo, a condição financeira e social de muitas pessoas começou a mudar. Mais de 101 mil pessoas vivem nas ruas em todo o Brasil. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de levantamento realizado em 2016, e evidencia a má concentração de renda , a grave crise econômica e o alto índice de desemprego.
O artigo 6º da Constituição diz que são direitos sociais a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, a assistência aos desamparados, entre outras , mas para os moradores de rua essas garantias são esquecidas. Dessa maneira , fica evidente o quão fundamental é a atuação do Estado , na tentativa de combate a problemática.
Além disso, destaca-se a alienação do povo com relação a essa questão como precursora dos efeitos da exclusão social. Segundo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Partindo dessa linha de raciocínio, percebe-se que, a questão dos moradores de rua já se tornou “natural” e boa parte dos cidadãos já se acostumou com ela, a ponto de passar por esses moradores e sequer notá-los. Assim, o fortalecimento desse tipo de pensamento é propagado de pessoa para pessoa e piora o problema no Brasil.
O Governo Federal, em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, deve criar programas que possibilitem a reinserção do morador de rua na sociedade, por meio de ações que garantam a moradia, saúde, proteção e alimentação para o mesmo , além de adotar campanhas de cobertura nacional junto as emissoras de TV, as principais frequências de rádio e as redes sociais, que transmitam a situação dessas pessoas e despertem a vontade de ajudar o próximo, motivando o senso de coletividade. Dessa forma, será possível diminuir consideravelmente esse fato social no Brasil e restaurar o pensamento de Durkheim.