Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 05/07/2020
O filme “O rico e o Lazaro” retrata a história de um morador de rua, o qual vive precariamente até a sua morte. Ademais, a longa-metragem denota os motivos que levam os indivíduos a morar nas ruas, entre esses, estão o alcoolismo. Nesse sentido, a obra cinematrófica evidencia a vida de muitos desses moradores, os quais a dependência química e os conflitos familiares levaram a essa escolha. Nessa lógica, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e emocionais. De início, é indubitável que o vício é bastante recorrente nesses povos, especialmente os jovens. Nesse contexto, de acordo com o portal de notícias da Globo, cerca de 10% da população paulista são dependentes químicos e foram morar nas ruas, principalmente na área da cracolândia, onde que convive a maioria dos moradores de rua. Essa realidade torna-se evidente, já que o desconhecimento do vício é bastante comum na sociedade, especialmente nos jovens brasileiros, posto que não foram informados sobre a dependência, devido ao descaso governamental em relação à educação sobre tal fato nas instituiçoes de ensino. Por conseguinte, essa debilidade leva à perda da moral e da boa convivência social.
Outrossim, vale ressaltar que as desavenças parentais colaboram para a saída dos indivíduos das residências familiares, o que torna as ruas a opção mais viável a esse povo. Nessa perspectiva, conforme o Papa Bento XVI, em uma de suas frases, salientou que os conflitos afetam a família, ameaçam a dignidade o futuro das pessoas. Sob tal ótica, nota-se que os traumas causados na infância corroboram para o futuro nas avenidas e alamedas das cidades, visto que são lugares que esses se encontram em segurança. Desse modo, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade brasileira.
Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de residentes de rua, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, devem propor uma reeducação social, mediante a circulação de campanhas educacionais, em jornais e livros, com o intuito de conscientizar a população acerca do vício. Em seguida, esses órgãos públicos devem reforçar o direito fundamental à moradia, assegurado no artigo V da Constituição de 1988, por meio de publicidades e verbas governamentais. Dessa forma, é possível erradicar essa problemática.