Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 05/07/2020

Segundo o artigo 6° da Constituição, o acesso à moradia, assim como a assistência aos desamparados englobam os direitos sociais que todo cidadão possui. Embora conveniente no papel, este direito acaba não sendo efetivo na prática, já que o país apresenta uma significativa população sem teto, ocasionada principalmente pelo alcolismo ou vício em drogas ou pelo desemprego.

A maioria dos moradores de rua, sendo 82% homens, segundo o FIPE (Instituto de Pesquisas Econômicas), apresentam problemas relacionados ao alcolismo e/ou ao vício em drogas, podendo ser aclarado por crises familiares, péssimas condições de vida ou até mesmo por “diversão” (comum entre jovens).

Por outro lado, com a intensificação do processo  de urbanização, aliado ao crescimento da população, e portanto o aumento das relações de competitividade nos meios de trabalho, muitas pessoas acabam ficando desempregadas, e devido à instabilidade financeira ou miséria, acabam habitando as ruas.

Dessa forma, é preciso que o governo federal, junto com a Secretaria de Assistência e desenvolvimento social, crie programas públicos, como o “Minha casa, minha vida”, que atendam e auxilem essa população sem teto, com o intuito de que as mesmas, usufruam de seu direito à moradia e possam se restabelecer no mercado de trabalho, garantindo uma estabilidade fincanceira. Assim sendo, a exclusão social de milhares de pessoas deixará de fazer parte do cenário social do país.