Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 05/08/2020
“Capitães da Areia” é um romance de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, escrito em 1937. A obra retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador, Bahia, vivendo em um trapiche e roubando para sobreviver. Fora da literatura, tal cenário não se distancia do atual, uma vez que os moradores de rua no Brasil são cada vez mais marginalizados socialmente e não recebem o menor apoio, sendo corroborado pela negligencia governamental e pela dependência química. Logo, zelar pelo bem estar de todos reflete uma nação segura e acolhedora.
Em primeira análise, é válido destacar a inobservância governamental para com essa população. Nesse sentido, entre os séculos X e XI houve um alto crescimento demográfico nos Feudos e boa parcela da população foi obrigada a sair de lá, sendo expulsas pelo próprio Senhor Feudal, ficando a margem da sociedade e, obtendo assim, um cenário de marginalização social. Análogo a isso, é possível observar os “sem teto” sendo cada vez mais menosprezados socialmente, visto que no lugar da empatia há repulsa, além da falta de assistência estatal em oferecer comida e um local mais seguro para esses desamparados. O que ratifica isso é a morte de moradores de rua mortos após comerem marmitas que foram envenenadas_ G1. De fato, urge uma mudança na postura social.
Outro fator contribuinte é o vício em drogas. Com isso, a novela “Verdades Secretas” retrata a história de Larissa, uma modelo que entrou no mundo das drogas e perdeu tudo, tendo que viver na Cracolândia. Assim como a personagem Larissa, milhares de outras pessoas se encontram nessa mesma situação, visto que o uso de drogas leva a dependência química e faz com que os indivíduos percam tudo e vivam nas ruas. Desse modo, os dados da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social apontam que 70% das pessoas que vivem nas ruas são dependentes químicos, cenário que se acentuará caso essa acentuação no uso de drogas permaneça. Depreende-se, portanto, que os moradores de rua precisam são desprezados socialmente e isso precisa mudar.
Para tanto, cabe ao Estado em parceria com o setor privado promover a aceitação dessas pessoas no mercado de trabalho, dando a elas uma oportunidade de crescer na vida novamente, como oferecer um emprego ou algum auxílio financeiro, a fim de se (re)estabelecer economicamente. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde promover uma campanha reunindo profissionais como médicos, assistentes sociais e psicólogos, com o fito de auxiliar esses subjugados. Por fim, cabe ao indivíduo mudar a sua postura e o modo de lidar com isso, fazendo uma auto reflexão, de modo a sempre aceitar as pessoas e ser mais empático, com o fito de ter um ambiente mais saudável para todos. Desse modo, haverá um cenário diferente da obra de “Jorge Amado”.