Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 19/08/2020
O sexto artigo da Constituição Brasileira diz que são direitos sociais a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, segurança, lazer e entre outros. No entanto, tais direitos são negados à população em situação de rua. No século XXI, a problemática ocorre em virtude do alcoolismo e drogas, por conseguinte são vítimas de violências e exclusão social. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
Segundo a revista Isto É, da população que mora nas ruas, 36% é devido ao alcoolismo e drogas, e 30% pelo desemprego. Diante disso, percebe-se, o vício de drogas e o aumento do desemprego são os grandes fatores para esse minoria buscar abrigo na rua. Uma vez que devido à crise socioeconômica e a inflação seja mais difícil manter moradia e emprego. Identifica-se também que devido à baixa escolaridade dessa população se torna cada vez mais difícil encontrar emprego. Além disso a Revolução Industrial mudou o mercado de trabalho, pois as empresas estão tornando-se mais modernas e mecanizadas, utilizando mais máquinas e menos trabalhadores em sua linha de produção, acarretando na alta taxa de desemprego.
Desse modo, os moradores de rua sofrem diariamente com a violência e o sentimento de abandono pela sociedade. À vista disso, nota-se no documentário ‘’Eu Existo’’, o qual relata depoimentos da população de rua na cidade de São Paulo, os quais contam que se sentem invisíveis para as pessoas e o governo, devido ao preconceito esse parte da população é excluída. Logo, muitas vezes sofrem com a violência das cidades e os desafios do dia a dia, como a busca por alimentação, saúde e higiene. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que os direitos básicos do ser humano, expostos na Constituição Brasileira, não são de fato aplicados.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que ONG´s em conjunto de empresas públicos privadas, disponibilizar abrigos com condições básicas para essas pessoas, como moradia, roupas e banheiros, de modo que essas pessoas se sintam parte da sociedade, com a finalidade de que a população de rua seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate à violência e exclusão dos moradores de rua, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.