Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 31/08/2020
Na escola literária Pré-Modernista, seus autores/pintores deram maior visibilidade às mazelas sociais que compunham o país. Atualmente, embora haja o conhecimento acerca dessa problemática, poucas são as ações que buscam mudá-la. É o que ocorre com os moradores em situação de rua no Brasil, sendo que estes não usufruem de um apoio Governamental para suprir suas necessidades básicas e, ainda por cima são vítimas dos julgamentos/insultos/preconceito/violência dos demais cidadãos que habitam a mesma região. Dessa forma, é essencial que medidas sejam tomadas para combater tais equívocos.
Não é exagero afirmar, nesse caso, que há fortes indícios de que a maioria dos moradores de rua possuem em comum a pobreza, da qual pode ser proveniente de desacordos familiares, doenças mentais, desemprego, egresso de penitenciárias ou entre outros. E, de acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado dar-lhes parâmetros para a reinserção na sociedade e condições básicas de vida para isso. Contudo, tal agente se faz invisível a tais condições, deixando-os expostos ao frio, chuva, sol, calor, falta de higienização, comida, remédios e abrigo. A consequência que revela tal abandono é a manchete do jornal OGlobo, em que menciona a morte de um mendigo nas ruas de São Paulo em 2020 por causa da hipertermia que o assolou.
Outro fator, que também desafia a inclusão dos moradores de rua na sociedade é o pensamento e definição da expressão Banalidade do Mal, elaborado pela filósofa Hannah Arendt. Em que o termo revela o quão comum é o pré-julgamento em relação ao outro na sociedade atual, insinuando que tal minoria possa ser um perigo para todos os habitantes da cidade. Pelo “achismo” de que esses cidadãos corrompem a imagem do local pelas roupas encardidas e rasgadas que vestem, pela esmola que pedem ou pela sujeira que estão expostos. O ser melhor que o outro para esse tipo de ser humano vai além de pensamentos e verbos, se reflete na violência. Não é atoa que muitos mendigos vão a óbito por agressões físicas que sofrem diariamente.
Esse retrato preocupante da realidade brasileira evidencia o quanto a sociedade precisa ter um olhar mais atento sobre as mazelas sociais, assim como os autores Modernistas, e propor alternativas que minimizem os problemas pelos quais elas passam. Uma maneira de solucionar isso é o Governo, através do Ministério da Economia, ocupar prédios públicos vazios e se associar a Empresas que prestam serviços de alimentação, higiene, água e energia para trabalharem nesse local. Ao mesmo tempo em que essas indústrias fazem sua parte para cuidar dos mendigos, o governo diminui os impostos delas, para que assim as mesmas não saiam prejudicadas nessa cooperação.