Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 05/09/2020
Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que, por meio da justiça, seja alcançado o equilíbrio na sociedade. Diante disso, na contemporaneidade, é possível observar que, embora essa seja uma prática almejada por todos os países, ela não acontece de forma efetiva, visto que ao analisar a pauta dos moradores de rua, no Brasil, encontram-se impasses para atingir tal harmonia. Nesse sentido, tanto as questões de desigualdade social vigentes, quanto a falta de conduta educacional dos indivíduos são caminhos para a compreensão da problemática.
Em primeira instância, vale salientar a interferência da falta de assistência governamental no presente contexto. Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, transporte e ao bem-estar social. No entanto, é notório que essa não é uma política bem executada no Brasil, uma vez que ao analisar o sistema de amparo fornecido aos moradores de rua brasileiros, conclui-se que há, dentro do Estado, uma enorme negligência desses direitos a todos os indivíduos. Tal perspectiva se comprova pois, de acordo com uma pesquisa feita em 2015 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a cidade de São Paulo abrigava cerca de 16 mil pessoas em suas ruas. Em consequência disso, os ideias previstos na Constituição não são cumpridos, afetando toda a vida dessa população, que vive em condições insalubres de vida, sendo acometidos com doenças, fome, instabilidade emocional etc.
Outrossim, é perceptível que a corroboração dessa circunstância se deve à escassez de investimentos na educação do país. O sociólogo Émile Durkheim afirmou que, toda a educação consiste num esforço contínuo para impor às crianças maneiras de ver, de sentir e de agir às quais elas não chegariam espontaneamente. Dessa forma, é notório que a educação tem papel significante na vida de todo ser humano, quando há a ausência ou ineficácia da sua execução, muitos podem desenvolver problemas como o alcoolismo, drogas, problemas familiares, que futuramente podem levar até à perda de moradia, devido a falta de perspectiva de vida.
Diante do exposto, portanto, é evidente que ações são determinantes para se lidar com a pauta social dos moradores de rua no Brasil. O Ministério das Cidades deve investir em meios que tragam maior conforto e bem-estar aos moradores de rua, por meio de projetos e oferta de habitações que promovam a saúde e dignidade de vida- atendendo todas as necessidades básicas, com o objetivo de diminuir os casos de exclusão social dessa parcela da sociedade. Ademais, é necessário o reforço da educação pública de qualidade, por meio da melhoria do ensino básico e cursos técnicos profissionalizantes, estabelecido em locais de maior vulnerabilidade social.