Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 05/10/2020

Na série infantil “Chiquititas”, expõe-se a realidade de jovens que moravam na rua e foram abrigados por um orfanato, o qual lhes ofereceu educação e saúde. Entretanto, o cenário cinematográfico não condiz com a realidade do Brasil, onde os residentes em vias públicas são desprezados pela sociedade e pelo estado.

Em primeira análise, a negligência governamental com a desigualdade de oportunidades para os indigentes agrava as circunstâncias desse grupo. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, a humanidade tende à desordem, por isso, o Estado deve existir para garantir o bem-estar aos indivíduos. Sob tal ótica, é evidente que o governo brasileiro não realiza sua função, pois não oferta dignidade e lazer - direitos que são garantidos na Constituição do Brasil de 1988 - para os moradores de rua.

Outrossim, o desprezo da sociedade com a vivência dos mendigos é um fator alarmante. A título de ilustração, o filme musical “O Rei do Show” evidencia a segregação e a falta de amparo social com a realidade de um garoto em situação de rua. No contexto hodierno do Brasil, a comunidade cultiva um preconceito com os moradores de rua e, com isso, perpetua-se um desinteresse na efetivação de ações que incluam esse grupo no seu meio.

Infere-se, portanto, que é preciso implementar uma nova postura governamental e social para melhorar a vida dos moradores de rua. Destarte, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve criar moradias coletivas a partir verbas federais com o objetivo de oferecer abrigo a esse grupo minoritário. Ademais, as mídias devem realizar campanhas que incentivem a sociedade a amenizar a segregação presente, para impulsionar a integração dos mendigos. Com tais posturas, estabelecer-se-á a dignidade e direitos constitucionais dos moradores de rua.