Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 18/12/2020

Durante a construção da capital do país, na década de 50 e 60, diversos indivíduos oriundos de locais com pouca disponibilidade de trabalho, em principal do nordeste brasileiro, deslocaram-se para o centro-oeste para atuarem na projeção de Brasília, sendo denominado esse grupo de “Candangos”. Nesse seguimento, após o desenvolvimento da capital, muitos trabalhadores não obtiveram oportunidades empregativas na cidade, passando assim, a ocuparem as ruas desse local. Desse modo, observa-se atualmente, ainda, o crescente contigente populacional que não possui assegurado o direito à moradia no Brasil. Para tanto, apresenta-se como facilitador para a continuação da problemática a negligência estatal, o que contribui, de modo massivo, para o aumento da violência na sociedade.

A princípio, tal conjuntura deve-se à atuação silente do Poder Público na promoção de moradias no país. Sob esse viés, consoante ao filósofo contratualista Thomas Hobbes, o contrato social é a relação entre Estado e sociedade, na qual o primeiro deve assegurar os direitos básicos de uma população. Entretanto, quando as Autoridades Administrativas não efetivam as teses presentes no Estatuto da Cidade, isto é, um “plano diretor” que redireciona casas ociosas para as populações inibidas do direito à moradia, o contrato social não é efetivo, prejudicando o acesso democrático da moradia no país. Depreende-se, dessa maneira, que grande parte das gestões governamentais do país não possuem no seu plano governo a promoção dos direitos básicos de um corpo social.

Além disso, a partir do momento que o Estado age de forma negligente para com os moradores de rua país, temos como consequência o aumento da violência urbana. Sob esse prisma, o sociólogo Pierre Bourdieu afirma que em uma sociedade existem padrões de comportamentos que são impostos e, consequentemente, reproduzidos pelos indivíduos. Nessa lógica, no momento em que Poder Público naturaliza a marginalização dos sem- tetos nas cidades, favorece que parte da camada civil compartilhe dessas ações de negligência de forma natural, inibindo a comoção social na sociedade. Dessa feita, os linchamentos e as humilhações são problemas diários que as pessoas que vivem nas ruas enfrentam constantemente devido à falha estatal

Portanto, medidas são necessárias para a resolução do problemo. Dessarte, com o objetivo de promover uma atuação mais eficaz do Estado no fornecimento de moradias para os sem-tetos no país, urge que Ongs - empenhadas em trabalhos sociais - em conjunto da Mídia - representada pela digital e televisiva - atue no controle da problemática. Isso pode ser feito, por meio de denúncias nos programas jornalístico e nas redes sociais, como Instagram e Facebook, que evidencie o caótico estado dos indivíduos que vivem nas ruas, promovendo a criação de “hastags” para a sua melhor generalização.

de hastags para a sua melhor generalização