Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 01/01/2021
O artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos defende a igualdade de todos os indivíduos. Entretanto, no que tange à situação de vida dos moradores de rua, isso não é uma realidade no Brasil, visto que essa parcela da população tem sido preocupantemente desprovida de seus direitos básicos. Dessa maneira, nota-se que esse panorama de abandono é causado pelo descaso governamental e pelo silenciamento.
É válido destacar, primeiramente, que o desleixo do Governo em relação aos moradores de rua constitui o âmago dessa questão. Nesse viés, percebe-se que a absurda falta de políticas de assistência para os sem-teto, como estações para tomar banho ou auxílios monetários para a alimentação, tem agravado a péssima condição dessas pessoas. Dessa forma, a sociedade brasileira tem caminhado contra o que foi postulado pelo filósofo John Locke, que destacava a importante função do Estado de prover as condições básicas de vida ao povo.
Ademais, outro fator preponderante é a falta de discussões sobre os moradores de rua. Nessa esteira, para o escritor inglês Oscar Wilde, o progresso de um nação mediante a superação de seus problemas só é possível a partir da existência do sentimento de insatisfação. Logo, o vigente silenciamento sobre a vulnerabilidade dos desabrigados dificulta a formação da insatisfação entre os indivíduos, o que faz com que eles não enxerguem esse grande entrave que impede a igualdade social.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para a resolução desse impasse. Assim, o Governo Federal, aliado à mídia, deve promover o debate sobre a condição dos moradores de rua por meio de vídeos vinculados às redes sociais, como Instagram e Facebook. Essa ação tem a finalidade de provocar a insatisfação na população para que ela cobre a ação das lideranças locais e ajude na minimização dessa problemática. Enfim, a sociedade poderá vivenciar o que foi teorizado por Locke.